"Um dos fatos que marcaram o ano passado (2011) foi a violenta retirada de moradores da favela no Jardim Aeroporto. As famílias expulsas precisaram montar as casas em outro terreno e temem uma nova reintegração de posse" (reportagem da EPTV Ribeirão). A Defensoria Regional de Ribeirão Preto acompanhou o caso e imediatamente após a remoção das famílias ingressou com Ação Civil Pública para que o Município de Ribeirão Preto providenciasse locais adequados para acolhimento provisório das famílias, bem como suprimentos básicos de subsistência, objetivando o tratamento humanitário e digno a estas famílias que se encontravam em situação precária, num esforço de se evitar a formação de novos núcleos e comunidades de habitação irregular. O juízo local não acolheu o pedido liminar, e da mesma forma o recurso ao TJSP não logrou exito. Administrativamente também nenhuma medida eficaz foi tomada. Assim, como era previsível nova favela se formou cerca de 200 ou 300 metros do local anteriormente desocupado. mais uma vez o problema habitacional não foi tratado com a devida atenção. Também foi pedido pela Defensoria que o Município providenciasse o cadastro das famílias e as inclui-se em programas de habitação. Esperemos que tal providências seja efetivada o mais breve possível pois o défit habitacional da cidade é grande, contanto Ribeirão Preto atualmente com cerca de 34 favelas ou comunidades.

